BISCOITOS DA MÃE – II

“A violência não chegará perto da sua casa.”

SALMO 91:10

A mãe veio cumprimentar os homens à porta. Derramou um pouco de água quente numa bacia, para lavarem as mãos. O calor do fogão, o aroma da comida e a limpeza da cozinha eram uma nota de boas-vindas aos estranhos.

Depois que todos se sentaram ao redor da mesa, o pai pediu as bênçãos sobre os alimentos.
– Esses biscoitos estão com um cheiro apetitoso – falou o homem de cabelo comprido, enquanto a mãe os tirava do forno e os empilhava sobre um prato.
– A sua esposa é uma óptima cozinheira, e a sua filha é linda como uma pintura – comentou o homem de rosto cabeludo.
– Estamos felizes porque vocês passaram e pararam aqui – disse o pai. – Raramente temos visitas aqui nas montanhas.
– Sei o que está querendo dizer – disse o terceiro homem, pegando o quarto biscoito. – Eu tive uma pequena menina igual a esta, mas morreu de difteria, quando a epidemia atravessou este país a alguns anos atrás. Levou também a minha esposa. Desde então, não tenho mais um lar, e peregrino de um lugar para outro.
Depois que comeram o quanto puderam, a mãe serviu creme de maçã com creme de leite. Ela ainda embrulhou mais biscoitos para levarem.

Após os três terem montado nos cavalos, o homem do cabelo comprido disse: – Acho que sabem o que mudou os nossos pensamentos!

Bertha perguntou ao pai o que o homem quis dizer quando falou em mudança de pensamentos. Sorrindo, o pai disse:
– Creio que queriam assaltar-nos. Porém, os biscoitos da tua mãe, a oração sobre os alimentos e a bondade que Deus colocou no nosso coração produziram a mudança que le mencionou.

O pai conduziu a família para dentro de casa, onde todos se ajoelharam e agradeceram a protecção. Esta família dói muito sábia, pois colocou em prática aquilo que Deus quer que todos sejamos: bondosos!

HISTÓRIAS INESQUECIVEIS – INSPIRAÇÃO JUVENIL
ANI KÕLHER BRAVO

OS BISCOITOS DA MÃE – PARTE I

“Muitas vezes [estive] em perigos de salteadores.”
II CORÍNTIOS 11:26

O pai falou em tom de urgência para a mãe levantar e se vestir rapidamente, pois alguns ‘cavaleiros’ estavam a chegar. Os filhos também acordaram. Era muito cedo e o pai acendeu a lamparina de querosene. Então correu para ir buscar lenha e fazer o fogo. Naquele lugar, muitos ladrões e assaltantes rondavam as fazendas e os sítios.

Logo a mãe, estava apressada na cozinha, a prepara os seus deliciosos biscoitos. O fogo estava alto e o forno bem quente quando os biscoitos foram colocados lá dentro. Se ainda estava escuro, como é que o pai sabia que aqueles cavaleiros estavam a vir? Ele era um grande observador da natureza. Quando as rãs, grilos e outros animais ficavam em silêncio, era sinal de perigo. Com o ouvido no chão, o pai percebia as vibrações das patas dos cavalos que se aproximavam.

Bertha foi buscar o leite que a mãe pediu. Como estava nervosa, veio a derrama-lo todo pelo caminho. O pai estava com atenção à estrada. Assim que os viu a aparecer, gritou para a mãe a dizer que eram três.

Ao chegarem, o pai cumprimentou-os e foi ajudar a cuidar dos cavalos. Disse-lhes que fossem lavar as mãos, pois deviam estar com frio, cansados e com fome. O café da manhã já estava pronto. Eles desmontaram, e o pai pediu que John, o filho, levasse os cavalos até ao estábulo e lhes desse algum feno.

Bertha ficou a espiar atrás das cortinas. Aqueles homens eram muito feios! Um tinha o cabelo escuro, comprimo e meio enrolado, e saia por baixo do chapéu. Ela não gostou da forma que ele olhou para o pai. Outro tinha costeletas cinza, com barba ruiva, e um bigode meio amarelado por causa de alguns fios brancos misturados. O terceiro era o que mais assustava. A sua face era uma confusão de pêlos misturados com fios de barba. Usava um lenço vermelho à volta do pescoço e tinha um chicote.

Bertha orou novamente: “Querido Deus, não deixes que estes homens façam mal ao meu pai ou a alguém de nós.”

Querem saber o que aconteceu? Então, não deixem de ler a continuação da história amanhã.

HISTÓRIAS INESQUECIVEIS – INSPIRAÇÃO JUVENIL
ANI KÕLHER BRAVO

Tudo Tem um preço

O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar À boca.”

Provérbios 19:24

 

Pedro Lima, amigo de velhos tempos, contou-me uma história de um camponês – dono de um bom pedaço de terra – que sentado, a fumar um cigarro de palha, queixava-se da sua terrível situação financeira.

            – Esta terra dá milho? – perguntou um transeunte.

            – Dá não, sinhô – respondeu o camponês, com o seu sotaque típico do interior.

            – Dá soja, feijão, alguma outra coisa?

            – Dá não, sinhô.

            – Mas você já plantou?

            – Plantei não, sinhô.

Pode-se colher algo que não foi plantado? É possível passar a vida a lamentar a triste “sorte” e esperar de braços cruzados que o “destino” seja misericordioso connosco. “O preguiçoso mete a mão no prato”, afirma Salomão. Ele deseja, anseia, quer, sonha e espera, como todo o ser humano. Vê o prato das oportunidades ao seu alcance. Contempla outros a fartarem-se com os manjares deliciosos da prosperidade, da felicidade e do êxito. Ele até coloca a mão no prato, mas não se dá ao trabalho, de levar a comida à boca. Quer que tudo aconteça por acaso.

A sabedoria leva a pessoa a entender que todo o sonho tem um preço e que o preço do sonho é o trabalho. Construir um casamento feliz, por exemplo, requer esforço. O caminho mais fácil é o divórcio. Ser aprovado num exame, requer horas de estudo. A desculpa mais simples é dizer que a prova era muito difícil. Educar filhos, moral e emocionalmente sadios, requer horas de paciência e dedicação. A saída mais atractiva é achar que, providenciando recursos materiais para os filhos, a paternidade foi cumprida. Fazer dinheiro é fruto do trabalho e do domínio próprio. A solução mais cómoda é jogar na lotaria.

A figura que Salomão usa para descrever o preguiçoso é engraçada. Mas, usando a ironia, mostra a realidade de muita gente que não está disposta a pagar o preço dos sonhos. Dá trabalho? Sem dúvida! É difícil? Certamente! Mas lembre-se do provérbio: “O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca.”

 

JANELAS PARA A VIDA – MEDITAÇÕES MATINAIS 2008~

ALEJANDRO BULLÓN

ESCOLHA A VERDADE

“O lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa, apenas um momento.”

Provérbios 12:19

 

A dona de casa entrou no talho e pediu um frango de dois quilos. O empregado tirou o último frango que lhe restava, e disse: “Este é o último frango. Mas, infelizmente, só pesa um quilo e novecentos gramas. Acho que cem gramas não fazem muita diferença…”

“Que pena!”, respondeu a dona de casa, “quero prepara uma receita especial e o frango tem que pesar exactamente dois quilos. Terei que ir a outro talho.” “Não, não”, interrompeu o açougueiro. “Lembrei-me agora que tenho mais um frango no outro frigorífico, espere só um minuto.” Ele levou o frango para dentro e regressou com o mesmo frango. Colocou-o na balança e, com esperteza, disse: “Aqui está, exactamente dois quilos.”

“Obrigada!”, disse a senhora, “ estou tão agradecida que decidi levar os dois frangos!”

A mentira não vai longe. Dá a impressão que resolve o problema, mas é como um penso rápido colocado sobre a ferida purulenta. Mais cedo ou mais tarde, a verdade revela-se como um furacão que arrasa tudo o que a mentira constrói.

Há mentiras que inventamos para os outros e mentiras que fabricamos para nós mesmos. Ambas são irmãs siamesas. Acabamos por acreditar nas nossas próprias mentiras. Somos vitimas das nossas palavras. Ninguém coloca a faca nas nossas costas. Somos nós que a cravamos no próprio peito.

A boca fala sobre o que o coração vive. A palavra expressa o que a mente pensa. Se a mentira é como a teia de aranha que vai enrolando a pobre vitima até a sufocar, então a mente e o coração do mentiroso são uma teia de confusão, onde reina a penumbra. Ele não sabe se é dia ou noite, se vai ou se vem, se vive ou se morre.

Quando o ser humano abre o coração a Jesus, o Salvador ilumina os rincões mais escuros da alma. Chega a transparência, a vida desabrocha, brilha o coração e os olhos incendeiam-se com a luz da autenticidade.

Não fuja de Jesus. Fugir d’Ele é fugir da verdade e perder-se na escuridão e nas trevas da mentira. Faça de hoje um dia de reencontro com Jesus, com a verdade e com a justiça. Comece a iluminar em casa, na escola, no trabalho ou por onde for, porque “o lábio veraz permanece para sempre, mas a língua mentirosa, apenas um momento”.

 

Janelas Para A Vida – Meditações Matinais 2008

Alejandro Búllon